Estado e Educação Popular na América Latina

Estado e Educação Popular na América Latina
Qual pode ser o futuro da educação popular na América Latina?
Esse é o tema deste segundo volume da série “Educação Internacional” do Instituto Paulo Freire.
Segundo os autores, pode-se dizer que a educação popular enfrenta prós e contras. O enxugamento do Estado e o crescente controle financeiro externo marca a fogo as políticas dos governos federais. Mas a educação popular tem a seu favor o surgimento das novas forças do poder local democrático.
A questão central é a deterioração das condições econômicas da população. Contra a queda do dinamismo das economias latino-americanas, a educação popular e a economia popular constituem uma alternativa reforçada pelo “fator C” da economia.
Os autores sustentam que existem suficientes razões para crer que, por um lado, a educação popular, como modelo teórico reconceituado, pode oferecer grandes alternativas para a América Latina nos anos 90. Essas alternativas podem implicar também uma reforma dos sistemas de escolarização pública (o que se conhece no Brasil como “escola pública popular”). Por outro lado, a possibilidade de vincular educação popular com poder local e economia popular abre novas e inéditas possibilidades para a prática da educação popular.
Entre as grandes contribuições da América Latina à teoria e à prática educativa ao nível internacional, está o modelo teórico da educação popular. A noção de aprender a partir do conhecimento do sujeito popular, a noção de ensinar a partir dos temas geradores, a educação como ato de conhecimento e de transformação social, a politicidade da educação, são apenas alguns dos legados da educação popular à pedagogia crítica universal.
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A Educação como Ato Político Partidário






