Viagens de Gulliver

Jonathan Swift


SWIFT, Jonathan
Coleção: , nº 24
Categoria: Literatura
Temáticas:
Prateleira:
Editora: Globo
Cidade: Porto Alegre
Edição:
Nº de páginas: 256
Ano: 1961
Título original: Gulliver's Travels

Publicado em 1726, Viagens de Gulliver é uma crítica contundente ao homem, suas instituições e seu amor exacerbado pelo poder e pelo dinheiro. Clássico da literatura de língua inglesa, o livro tem o título original de As viagens através de várias e remotas nações do mundo, por Lemuel Gulliver, primeiramente cirurgião e depois capitão de vários navios. São quatro viagens, e em cada uma delas há críticas à Inglaterra do século XVIII e à humanidade em geral. Nesta edição, apresentamos as duas viagens mais conhecidas, a Lilliput e a Brobdingnag. Em Lilliput, Gulliver encontra homenzinhos minúsculos, diante dos quais ele é um verdadeiro gigante. Os liliputianos estavam em guerra constante com os também minúsculos habitantes de Blefuscu, a ilha vizinha. Brigavam para defender seu ponto de vista sobre o lado certo de quebrar o ovo, o mais fino ou o mais largo – e Gulliver, naturalmente, acaba se envolvendo na guerra, pelo lado de Lilliput. Em Brobdingnag, inverte-se a situação: os habitantes do reino são gigantes, e Gulliver, agora muito menor que um anão, torna-se um brinquedo e uma atração para o povo, embora fosse bem-tratado e bem-cuidado por todos e tivesse longas e produtivas conversas com o rei. Num texto cheio de ironia, de sátiras à sociedade da época e à própria vida do autor, o livro questiona e critica os motivos fúteis pelos quais a Inglaterra e a Europa entravam em guerras, a facilidade em dominar os outros quando se é “superior”, física ou economicamente, a utilidade dos exércitos, as guerras, as traições e intrigas palacianas, o governo inglês e seus governantes. (extraído de Google Books)

Quem lê pela primeira vez a versão original de Viagens de Gulliver , tendo como pano de fundo uma vaga lembrança de adaptações infantis, espanta-se ao constatar que tem nas mãos um dos textos mais amargos do cânone ocidental. Como observa George Orwell, o livro de Jonathan Swift, apesar de todo o seu ressentimento e misantropia, é uma obra deliciosa, que permite vários níveis de leitura. É primeiro um livro de viagens – ou melhor, uma sátira aos livros de viagens, tal como Dom Quixote é, entre outras coisas, uma sátira aos romances de cavalaria; para as crianças, é uma história de aventuras, cheia das criaturas fantásticas e do humor escatológico de que tanto gostam; e é um dos marcos iniciais da ficção científica. Entretanto, o que mais fascina o leitor maduro nessa obra publicada pela primeira vez em 1726 é o olhar implacável que seu autor volta sobre o homem, suas instituições, seu apego irracional ao poder e ao ouro, e sua insistência em prolongar a vida mesmo quando esta só proporciona sofrimento. (extraído de Amazon)

Precedido de um estudo introdutório sobre "Swift" por Eugênio Gomes.
Com 7 ilustrações fora do texto.
2ª impressão.

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